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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Destinos do RS - Caxias do Sul, a gigante da Serra Gaúcha que ainda guarda alma de interior

Tem cidade que cresce e esquece de onde veio.

Mas Caxias do Sul parece carregar duas almas ao mesmo tempo.

Uma é moderna, industrial, acelerada. Terra de trabalho pesado, empresas gigantes, trânsito, bairros novos e desenvolvimento constante.

A outra ainda vive no cheiro do vinho colonial, nas estradas de chão do interior, no fogão à lenha aceso cedo da manhã e no sotaque carregado dos descendentes de imigrantes que ajudaram a construir a Serra Gaúcha.

E talvez seja justamente isso que faz tanta gente criar raízes aqui.

Porque mesmo enorme, Caxias ainda consegue parecer interior.

Quando tudo ainda era Campo dos Bugres

Antes de virar uma das maiores cidades do Sul do Brasil, a região era conhecida como Campo dos Bugres.

Muito antes da imigração italiana, os campos e matas já eram ocupados pelos povos indígenas que viviam na Serra. Depois vieram tropeiros, caminhos de comércio e, mais tarde, a chegada dos imigrantes italianos no final do século XIX.

Foi ali que começou a nascer uma cidade moldada pelo trabalho.

Os imigrantes enfrentaram frio, isolamento, mata fechada e dificuldades que hoje parecem impossíveis de imaginar. Mas construíram comunidades fortes, capelas, vinhedos e uma cultura própria que ainda marca profundamente a identidade da cidade.

A imigração italiana que mudou a Serra Gaúcha

Falar de Caxias do Sul é falar da imigração italiana no Rio Grande do Sul.

Os descendentes dos colonos ajudaram a transformar a cidade em uma potência econômica, mas sem abandonar completamente os costumes antigos.

Ainda hoje, quem anda pelos distritos do interior encontra:

pequenas propriedades rurais

produção artesanal

vinho colonial

capelas antigas

festas comunitárias

mesas fartas

sotaque carregado

tradição familiar

Em muitos lugares, o tempo parece passar mais devagar.

Uma cidade gigante que ainda parece pequena

Caxias cresceu.

Virou polo metalúrgico. Virou potência industrial. Virou referência econômica.

Mas existe algo curioso nela.

Mesmo com centenas de milhares de habitantes, ainda existem bairros e comunidades onde as pessoas se conhecem pelo nome, conversam na calçada e mantêm hábitos típicos de cidade pequena.

Talvez por isso tanta gente de fora venha trabalhar aqui… e nunca mais vá embora.

Porque Caxias tem algo raro: ela mistura oportunidade com pertencimento.

Os caminhos escondidos da Serra

Muita gente conhece apenas o centro urbano da cidade.

Mas existe outro lado de Caxias do Sul.

Um lado formado por:

estradas cercadas de parreirais

pequenas cantinas

igrejas antigas

comunidades do interior

paisagens típicas da Serra Gaúcha

Distritos como:

Criúva

Vila Oliva

Santa Lúcia do Piaí

guardam um pedaço do Rio Grande antigo que ainda resiste ao tempo.

E talvez seja ali que a verdadeira alma da cidade continue mais viva.

Entre o progresso e a tradição

Poucas cidades do Rio Grande do Sul vivem tão fortemente esse contraste.

De um lado: indústria, crescimento, tecnologia e expansão urbana.

Do outro: chimarrão, missa de comunidade, festa colonial, churrasco de família e memória dos antigos.

E talvez o grande segredo de Caxias esteja justamente nisso: crescer sem apagar completamente suas raízes.

Muito além da Festa da Uva

Quando se fala em Festa da Uva, muita gente pensa apenas em turismo.

Mas a festa representa algo maior.

Ela carrega a memória dos imigrantes, do trabalho nas colônias, da produção agrícola e da construção cultural da Serra Gaúcha.

É uma celebração da identidade de um povo.

O que faz tanta gente criar raízes em Caxias?

Talvez seja o frio.

Talvez seja a comida farta.

Talvez seja o trabalho.

Ou talvez seja aquela sensação difícil de explicar que aparece quando alguém encontra um lugar que mistura futuro e memória ao mesmo tempo.

Porque no fundo, Caxias do Sul continua sendo aquilo que muita gente define de um jeito simples:

“Uma cidade de interior… só que gigante.”

E tu?

Qual é a primeira lembrança que vem na cabeça quando pensa em Caxias do Sul?



"Criúva, cantada pelos Bertussi, carrega a herança tropeira."



"Fonte de Água Azul, um pedaço Jesuíta no interior de Caxias do Sul "


“Estrada do interior de Caxias do Sul cercada por paisagens típicas da Serra Gaúcha e comunidades de descendentes italianos”

“Paisagem típica do inverno de Caxias do Sul durante o amanhecer”

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domingo, 28 de setembro de 2025

Caminhos de Caravaggio

Caminhar por vales, colinas, estradas rurais e bosques de araucária, com o coração em reflexão, a fé e o horizonte marcando um destino do RS: dois santuários marianos que atravessam a devoção italiana e gaúcha. Estes são os Caminhos de Caravaggio, rota de peregrinação e turismo espiritual  da serra gaúcha que vem conquistando devotos do Brasil.

A figura de Nossa Senhora de Caravaggio tem origem em Caravaggio, Itália, remontando a uma aparição em 1432, quando, segundo a tradição católica, a Virgem apareceu a uma camponesa chamada Joaneta Varoli. Ela pediu orações, penitência e a construção de uma capela no local da aparição. 

Já no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, essa devoção ganha força com a imigração italiana, que trouxe consigo fé, símbolos e práticas religiosas. O Santuário de Caravaggio, em Farroupilha (RS), tornou-se um dos principais polos desse culto. 

O que torna os Caminhos de Caravaggio mais que um passeio turístico é esse laço espiritual e para muitos, caminhar nessas estradas é atravessar os próprios sentimentos, pedir graças, agradecer ou simplesmente olhar para dentro de si. É um estímulo ao silêncio, à comunhão com o divino, à natureza e ao próprio ritmo.

Embora a fé já fosse presente há décadas, o projeto institucional dos Caminhos de Caravaggio foi estruturado e lançado oficialmente em maio de 2019. Surgiu como resposta à união dos municípios da Serra Gaúcha — Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Caxias do Sul e Farroupilha — com o propósito de integrar riqueza natural, cultura, turismo e devoção. 

A rota da peregrinação liga o Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio de Canela ao Santuário de Caravaggio de Farroupilha, cobrindo aproximadamente 200 km distribuídos em 10 trechos técnicos, previstos para serem percorridos a pé — embora muitos caminhem também de bicicleta. 

Para referência, um dos trechos, o 10º trecho, tem 22,5 km, começando na Vinícola Colombo (Farroupilha) e terminando no Santuário de Caravaggio. Distâncias de outros trechos variam: 14,3 km, 18,3 km, 20,8 km, 15,6 km, 23,1 km, 19,3 km, 24,1 km, etc. O trajeto foi planejado preferencialmente no sentido Canela → Farroupilha, mas permite também o sentido inverso (Farroupilha → Canela) e para guiar os peregrinos, o caminho é sinalizado: setas amarelas indicam o sentido Canela → Farroupilha; setas azuis para Farroupilha → Canela. 

Adicionalmente, os caminhantes podem receber um passaporte de peregrino, carimbado nos pontos de apoio (pousadas, estabelecimentos ao longo do caminho). Ao completar o percurso, recebem certificado que atesta a jornada — documento simbólico que atesta a caminhada. 

O encanto dos Caminhos de Caravaggio está justamente na mistura entre natureza, cultura, colonização e fé local. Eis os municípios pelos quais a rota passa:

Canela — ponto inicial (ou final) do percurso; conhecido por suas belezas naturais e pelo Santuário de Caravaggio. 

Gramado — famosa cidade turística da Serra Gaúcha, com infraestrutura de turismo bem desenvolvida. 

Nova Petrópolis — em sua área rural intersecta o caminho, contemplando vales, mirantes, vilarejos como Santa Lúcia do Piaí e Vila Oliva já em Caxias do Sul. 

Caxias do Sul — inclui trechos urbanos e rurais; um trecho icônico é a Ponte do Raposo, que conecta Gramado e Caxias do Sul. 

Farroupilha — o destino final da rota. Ali está o Santuário de Caravaggio que reúne peregrinos de todo o Brasil. 

Ao longo do trajeto, espera-se que o peregrino atravesse estradas rurais, rotas de interior, matas de araucária e paisagens típicas da Serra Gaúcha, com encanto especial nas encostas e nos campos. Em boa parte do caminho, não há cobertura de celular/internet; o peregrino é chamado a viver no ritmo da caminhada e da contemplação. 

Embora o percurso não tenha tempo rígido, estima-se que a caminhada leve entre 7 e 10 dias para atravessar os 200 km, case você caminhe com regularidade. Todos os trechos têm desníveis, subidas, descidas e terrenos irregulares. Alguns segmentos exigem esforço, planejamento e preparo físico. O guia oficial divide o caminho por trechos técnicos (distância, altimetria, classificação de dificuldade). Outra recomendação frequente dos organizadores é reservar hospedagem ao longo do trajeto antes de partir, dado que os pontos de parada são limitados.

Além disso, o projeto Caminhos de Caravaggio é irmão espiritual do Caminho de Santiago de Compostela (Espanha), no sentido de compartilhar valores de hospitalidade, voluntariado e peregrinação, e ainda possibilita que os quilômetros percorridos possam compor parte da “Compostelana” quando conectados ao Caminho de Santiago. 

O sucesso de uma rota como essa depende muito da ação voluntária local. A Associação de Voluntários e Apoiadores dos Caminhos de Caravaggio (AVACC) articula alojamentos, hospedarias, comércio, sinalização e suporte aos peregrinos. Os organizadores deixam claro que o caminho não pertence a uma entidade específica — é um patrimônio compartilhado com autoridades municipais, comunidades religiosas e cidadãos anfitriões. O elemento humano aparece de forma constante: moradores locais que fazem acolhimento, pousadas e estabelecimentos que carimbam o passaporte, sinalizações e suporte emergencial. Quem já percorreu relata o calor humano e o espírito de fraternidade como parte central da caminhada. 

Motivos para conhecer: 

Devoção e espiritualidade: para quem busca um diálogo interior, agradecer ou pedir bênçãos.

Conexão com a natureza: trilhas rurais, bosques e silêncio do campo.

Cultura local e patrimônio: atravessar cidades, vilarejos e redescobrir a história italiana, religiosa e gaúcha.

Turismo lento: desacelerar, observar, conversar com moradores e saborear o regional.

Desafio pessoal: completar os 200 km é um feito físico e mental marcante.

Integração de cidades: conhecer lugares menos turísticos como Santa Lúcia do Piaí, Vila Oliva e capelas escondidas que o trajeto revela. 

Como planejar a peregrinação:

Escolha seu sentido — Canela → Farroupilha ou Farroupilha → Canela, conforme disponibilidade e preferência.

Obtenha o guia oficial com mapas, altimetrias, trechos e orientações. 

Passaporte de peregrino — retire no Santuário ou centros credenciados e vá carimbando nos pontos de parada. 

Reservar hospedagens com antecedência — pousadas locais serão as principais opções. 

Preparo físico mínimo — ritmo moderado, resistência a subidas e terrenos irregulares.

Equipamentos leves e confortáveis — mochila adequada, calçados de trilha, roupas para variação climática.

Respeito ao entorno — cultura local, moradores, natureza e silêncio.

Os Caminhos de Caravaggio são muito mais que um percurso geográfico: são uma ponte entre a fé e o mundo, entre cidades da Serra Gaúcha e corações que buscam sentido. Caminhando por Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Caxias do Sul até chegar a Farroupilha, o peregrino é convidado a abrir-se para os elementos da terra, da espiritualidade e da hospitalidade local.

Se você nunca ouviu falar desse caminho, deixo um apelo: sinta vontade. Deixe que a curiosidade te mova a conhecer essa rota de fé, suor e beleza. Calce as botas, leve o coração leve e permita que cada quilômetro revele algo novo — de Deus, do mundo e de você mesmo.

Fonte: caminhosdecaravaggio.org

sábado, 24 de maio de 2025

Cidades do RS indicadas a prêmio da ONU

 Desde 2021, a Organização das Nações Unidas para o Turismo (ONU Turismo) realiza a premiação das “Melhores Vilas Turísticas” do mundo. Sendo esta uma oportunidade significativa para promover destinos turísticos nacionais e lugares que tem grandes potenciais, mas, estão fora da badalação dos lugares tradicionais. Em 2025, oito vilas brasileiras foram selecionadas para participar da competição, onde as vencedoras serão anunciadas em novembro na Assembleia Geral da ONU Turismo, na Arábia Saudita.

As vilas escolhidas são: Antônio Prado e Linha Bonita, no Rio Grande do Sul; Leoberto Leal e Piraí, em Santa Catarina; Cocanha, em São Paulo; Conceição de Ibitipoca, Delfinópolis e Grão Mogol, em Minas Gerais. Dessas oito, apenas duas avançarão para a etapa final, onde a vencedora receberá o selo de boas práticas da organização. Além de prestígio e reconhecimento, essa premiação trás projeção internacional para a vila vencedora.

Antônio Prado (RS)

Fundada em 1886 como a última colônia oficial da imigração italiana no Rio Grande do Sul, Antônio Prado está situada na Serra Gaúcha, com clima temperado e paisagem marcada por vales, rios, matas e áreas produtivas. Seu centro histórico abriga o mais autêntico conjunto arquitetônico da imigração italiana no Brasil, com 48 edificações tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), integradas a um rico patrimônio imaterial, atraindo turistas interessados em história e cultura. As políticas culturais promovem a valorização de saberes tradicionais, como o artesanato, com apoio institucional à comercialização e à formação de novos artesãos, fortalecendo a transmissão de conhecimentos intergeracionais.

A cidade conta com uma infraestrutura completa de serviços para atender o visitante. e oferece experiências que celebram a gastronomia e a tradição, como a Fenamassa e a Noite Italiana, além do tursimo religioso e artesanato.

Foto: Divulgação/Setur

Linha Bonita (RS) – Localizada no alto das montanhas da Serra Gaúcha, no município de Gramado, com estradas sinuosas, é cercada pela beleza da Mata Atlântica. Foi fundada por imigrantes italianos que buscaram no Brasil uma oportunidade para superar a fome e a pobreza que dominavam a Europa. Ali, as famílias receberam pequenos lotes ao longo de uma estrada principal – a Linha –, onde, precisaram construir, com forte espírito comunitário, as condições de sobrevivência que transformariam o futuro daquele lugar. Seus descendentes permanecem cultivando o amor pela Linha Bonita, onde cultura, ruralidade, histórias e memórias se mantêm vivas e, desde 1980, são compartilhadas com turistas por meio de roteiros que oferecem uma imersão profunda nas raízes de Gramado.

Foto: Renan Sandi, site Setur

Agora vamos aguardar o resultado e torcer

Fonte: Ministério do Turismo e Secretaria do Turismo do RS

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Festa da Uva 2024

 Após uma semana segue a festa da uva em Caxias do Sul com várias atrações para todos os gostos.

Quem não conhece vale a pena conferir, nesta edição a distribuição das uvas está na chegada dos pavilhões e o visitantes já podem degustar logo na chegada ao evento. 

Como citamos, a festa é para todos os gostos. Tem a agroindústria da serra com a venda de queijos e salames e ainda conta com o já famoso chopp de vinho que virou tradição em todas as edições da festa.

As áreas temáticas se destacam nesta edição, onde há o espaço da moda, inovação e tecnologia, artesanato, cidade das cervejas, orquidário, praça de alimentação, vila dos distritos e o comércio em geral.

A festa ainda conta com uma programação variável com eventos culinários, como o polentaço, show nacionais e regionais.

Para finalizar destacamos a tradicional exposição das uvas e o passeio de helicóptero.

Depois de duas edições sem ir mesmo morando em Caxias do Sul, desta vez fomo visitar e certamente vale a pena conferir e garantir um excelente programa para toda a família até o domingo.

No site oficial da festa você pode conferir a programação e as imagens ficando por dentro do evento. Para acessar o site clique aqui

terça-feira, 7 de novembro de 2023

São João Del Rei

Outra cidade do contexto histórico de Minas Gerais que é passagem obrigatória para quem vai a Tiradentes, porém, a cidade é maior e tem um ar de metrópole com mais movimento é um comércio não tão focado no turismo. Passamos na estátua em homenagem a Tancredo Neves, Ponte do Rosário, Ponte da Cadeia e na igreja Nossa Senhora do Rosário. Tiramos fotos externas na Igreja São Francisco de Assis e na Basílica Nossa Senhora do Pilar e do Carmo.












domingo, 29 de outubro de 2023

Congonhas - Santuário do Senhor Bom Jesus

Seguimos mostrando Minas Gerais, agora é a vez do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinho na cidade de Congonhas onde estão os doze profetas de Aleijadinho. Lugar magnífico cheio de história, as esculturas de perto te dão uma sensação muito estranha por estar a frente daqueles tesouros da história artística do Brasil, na escola sempre falavam do Aleijadinho e principalmente dos doze profetas e estavam ali na nossa frente. Fiquei sem palavras. A arquitetura da Basílica também é outra coisa maravilhosa e ainda seu entorno colabora para complementar o ar histórico do conjunto.

No entorno há lojas que utilizam as construções históricas e também o Beco dos Canudos que conserva traços originais. Temos também as capelas que mostram cenas de Cristo com esculturas lindas.

Não conhecemos a cidade, o deslocamento foi direto ao Santuário e mesmo assim valeu muito a pena como todos os lugares que passamos em Minas Gerais.

Abaixo seguem algumas fotos do local






















sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Ouro Preto MG um mergulho na história

Vamos contar um pouco melhor nossas andanças em Minas Gerais onde resumimos no post anterior começamos a contar a passagem pelo nosso terceiro destino.

Como muitos sabem Ouro Preto, antiga Vila Rica tem uma rica história que remonta ao período colonial brasileiro. Fundada no final do século XVII, a cidade se tornou um importante centro de mineração de ouro, o que levou ao rápido crescimento e ao esplendor arquitetônico da época sendo também Primeira cidade brasileira reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade (1980) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A cidade é famosa por sua arquitetura barroca, com igrejas, casarões e edifícios públicos impressionantes, muitos dos quais foram projetados por Aleijadinho, um dos mais renomados escultores e arquitetos do período colonial brasileiro. As igrejas de São Francisco de Assis, Nossa Senhora do Carmo e a Basílica do Pilar são apenas algumas das belas construções que você pode visitar.

Além da arquitetura, Ouro Preto é conhecida por seu vibrante cenário cultural. A cidade abriga a Universidade Federal de Ouro Preto, uma das mais prestigiadas do Brasil, e é palco de festivais de música, teatro e artes plásticas ao longo do ano. Além disso, é um destino popular para artistas e artesãos locais, oferecendo uma ampla gama de obras de arte e produtos feitos à mão. O que particularmente nos chamou a atenção foi o grande número de repúblicas e seus nomes bem peculiares.

Como em todo lugar em Minas Gerais a comida é uma atração por si só. Encontramos um restaurante bem na praça Tiradentes, o Forno de Barro, como chegamos ao meio dia fomos direto almoçar. Comida simples bem feita e preço acessível e cozida em panelas de barro que é um diferencial.

Como Ouro Preto possui diversos museus que ajudam a contar a história da cidade e do Brasil e o nosso tempo era curto, fomos ao Museu da Inconfidência que abriga uma rica coleção de artefatos relacionados à Inconfidência Mineira, um movimento de independência da colônia de Portugal e a Tiradentes é claro.

A cidade está situada nas montanhas de Minas Gerais, cercada por paisagens deslumbrantes. Você pode fazer trilhas, visitar cachoeiras e apreciar a beleza natural da região. A Mina da Passagem, uma antiga mina de ouro que oferece passeios subterrâneos, porém, vai ficar para outra viagem com mais tempo, pois, é um lugar que merece retornar.

Ouro Preto é um destino turístico fascinante para quem quer explorar a história, a cultura e a beleza natural do Brasil. A cidade preserva sua herança colonial de forma espetacular e oferece uma experiência única para os visitantes. Caminhamos por alguns locais do centro histórico e tiramos muitas fotos.

Outra peculiaridade que achamos é a cobrança para conhecer as igrejas, em várias cidades encontramos isso e resolvemos não pagar nenhuma por questão ética de não contribuir para a exploração financeira em templo religiosos e de fé.

Detalhe importante, calçado confortável e disposição para caminhar pois em Ouro Preto a quantidade de turista é grande, pouca estrutura para estacionar e a cidade é tomada de ladeiras bem fortes.

Abaixo algumas fotos do passeio cheio de conhecimento e enriquecimento histórico onde com o passar dos dias em Minas as coisas se encaixavam e faziam sentido no contexto histórico mineiro.