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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Tu és gaúcho raiz ou nutella?

Pois é gauchada, as vezes nas redes sociais sempre escutamos debates e até embates sobre raiz e nutella. Mas primeiramente os defensores do raiz, deveriam exemplificar e esclarecer o que é ser raiz, pois, não conseguimos compreender um raiz nos moldes defendidos fazer discurso no celular, que é uma tecnologia muito nutella e nos poupa de muitas dificuldades.

Hoje por desinformação, que é muito comum em todas as áreas, as pessoas acham que escutar sertanejo antigo e Mano Lima é ser raiz, que escutar vaneira de banda e bailão não é gaúcho raiz. Na minha opinião, escutar sertanejo antigo nem gaúcho é, e por incrível que se pareça o sertanejo universitário se identifica mais com a cultura gaúcha, pois, tem sua levada marcada pela vaneira bem mais simplificada, quem é do ramo musical pode auxiliar e a partir desse ponto podemos definir como gostar ou não de um gênero e não se é ou não gaúcho. 

Outro ponto, é criticar a ponto de faltar o respeito os músicos de bandas gaúchas como os Tchês, Bailaço, entre outros pelo fato de não pilchar e não "ser raiz" mas, esquecem que são eles que atravessaram as fronteiras do Sul mostrando a "nossa" vaneira. Então, raízes entendidos de plantão, me expliquem por que estes gaúchos não podem ter seu trabalho respeitado e aceito na música se seus próprios filhos não seguem o raiz e devem ouvir coisas bem piores do centro do país e dos Estados Unidos que ultimamente tão idolatrado por aqui.

Ir nas redes sociais bradar bagualismo e desrespeitar pessoas é muito fácil atrás de uma tela, porém, muitos gaúchos por aí tem embaixo do mesmo teto o filho fazendo dancinha de tiktok com música pop ou funk. O desrespeito ao compatriota gaúcho faz com que o tradicionalista fique taxado de um tosco preconceituoso e retrógrado, e de certa forma é assim mesmo. Pois vamos aos fatos, hoje muitos tendem a levar para o lado político seu gauchismo, como já escutamos frases como: sou gaúcho, então sou de direita. Sou gaúcho e sou conservador. Sou gaúcho e agro, mas, o sujeito não tem um pinto para dar boia. Primeiramente isso mostra o despreparo do sujeito que muitas vezes está a frente de um ctg, piquete ou qualquer outra entidade tradicionalista, pois, os ideais farroupilha que tanto exaltam tem cunho estancieiro, capitalista e maçônico sim, mas, também muitos ideais revolucionários da Revolução Francesa, que se olharmos a fundo o viez é social, portanto, socialista.

Isso mostra que a maioria dos gaúchos hoje em dia estão ficando com um déficit intelectual elevadíssimo, pois, deixaram de buscar raízes e conhecimento sobre a nossa origem e ficam bradando ideais falsos, de moralidades duvidosas em busca do discurso que está do lado raiz.

Quer ser raiz? Então faça o seguinte, estude nossas origens, ideias republicanos de Netto, veja como fomos forjados, conheça a história da Cisplatina e de onde veio um tal de "índio vago" que apareceu em uma certa banda em 1700 e pouco. Depois de tudo isso, podemos definir e separa o raiz e o nutella, mas, me desculpem, enquanto estiverem metendo política na nossa cultura e levando tudo para o lado político, eles vão conseguir o que querem, acabar com a nossa identidade e normalizar e padronizar o Brasil em direita e esquerda e sabe de qual o lado que estamos, do lado de fora, do lado intelectual que defende a tradição gaúcha que se moldou no cotidiano, do lado do Rio Grande do Sul, da República Rio-Grandense. 


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Sul, o grande espetáculo de Luiz Marenco e Sérgio Carvalho Pereira

Hoje com muita satisfação que compartilho com toda a gauchada que troteia pelas planícies da internet, divulgar e contar um pouquinho do espetáculo Sul de Luiz Marenco e Sérgio Carvalho Pereira, que ocorreu ontem (30;08) aqui em Caxias do Sul, no Teatro da UCS.

Sul, simples assim, quem lê a palavra Sul, apenas três letras que se agigantaram em forma de voz, verso, melodia e acordes. Simples assim pra quem traduz o que vem da alma em um espetáculo encantador que emociona quem se encontra na platéia.
A voz de um mestre da música que é Luiz Marenco, o versos do poeta e companheiro de seu canto Sérgio Carvalho Pereira, tendo como a base os acordes de instrumentistas já consagrados pela sua carreira e competência que são eles: Aluísio Rochembach, no Acordeon, Luciano Fagundes na Guitarra e Douglas Vallejos no Violão Celo, transformaram o disco, o livro e a apresentação em uma obra prima sem igual, cada detalhe tem um significado, cada acorde soa pelo teatro trazendo a alma do campo, do rincão mais distante para a cidade.

Também não tem como deixar passar o carisma e simpatia de todos, além da competência da equipe de apoio que faz parte e tem a responsabilidade de junto com os músicos levar a cada cidadão presente ali este momento único. Onde ao final do show são aplaudidos de pé em retribuição a beleza do espetáculo.

Sabemos que o Sul, está sendo bem divulgado, porém, o ouvir falar se apequena na grandeza de estar ali, parado, observando cada detalhe, e acima de tudo sentindo o verdadeiro SUL em cima do palco, na tua frente.

Tenho o cd e o livro, cada qual com sua grandeza e sua peculiaridade, se mescla num único objetivo, levar o Sul e a música nativista além fronteiras.

Recomendamos o livro, o cd e o espetáculo, Sul, a obra do ano, a obra que marcará época e se perpetuará nas raízes da pampa por muitos e muitos anos.

Segue algumas fotos da noite de ontem.