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domingo, 16 de agosto de 2026

Uma breve charla - Querem proibir os rodeios e matar a nossa cultura

Agora a pouco tempo, no final do mês de julho o repórter Giovani Grizotti, noticiou que a vereadora de Gravataí Márcia Becker (PSDB) anunciou em seu perfil no Instagram a apresentação de um projeto de lei que pretende propor a proibição de gineteadas e de prova inexistente em rodeios, a derrubada de animais. Confira lá no seu perfil a notícia completa.

Em junho, o vereador de Canoas Cris Morais (PV) a apresentar um projeto de lei que propõe a proibição de rodeios crioulos no município.

Isso não é novidade, em 2022 o deputado Rodrigo Maroni (PSDB) apresentou um projeto de lei 97/2022 para proibir eventos nos quais animais sejam vítimas de crueldade e maus-tratos no Rio Grande do Sul e colocou rodeios na mesma prateleira de touradas e rinhas de cães que são citados na proposição como exemplos de situações em que os episódios violentos são registrados. (Fonte GZH)

A pergunta que fica é, afinal o que querem tais políticos? Por que o cerco com a cultura do estado que lhes dão o sustendo e a base política para mantém seu status social?

Hoje, somos atacados por ambas ideologias políticas mais destacadas do Brasil, pois, ambos os lados visam a centralização do poder e a descaracterização regionais dos estados em prol de um projeto político centralizado em Brasília (longe dos olhos do povo) visando seus interesses pessoais, financeiros e políticos e deixando de lado a cultura regional e as pessoas que fazem a cultura e o modelo de estado que na hora da festa evidenciam tanto.

Mês que vem é setembro e logo vamos ver os apoiadores e defensores bajuladores de políticos do centro do país que não estão nem aí para a cultura do nosso estado, vestirem uma bombacha e irem pedir votos nos acampamentos Rio Grande a fora. Os mesmos que querem proibir o rodeio, apoiar cariocas, paulistas e de outras regiões como fossem semideuses que passam o ano inteiro defendendo pessoas e partidos de fora, estarão aí na tua cidade, na tua frente te mentindo que estão em defesa do nosso estado.

Defesa do estado é respeitar o hino e não rotular com qualquer devaneio de interpretação histórica de pequenos grupos, não é dizer que defende o produtor rural e o agro e achar que dono de grande extensão de terra trás desenvolvimento para as regiões e abandonar o pequeno produtor. Defender o estado, não é abraçar político de fora que quer centralizar poder.

Defender o estado hoje, é lutar pela educação das crianças, ensinar os pais a importância do "SER GAÚCHO" e não somente do nascer Rio-Grandense, é não somente vestir bombacha e saber o que ocorreu no nosso passado para termos este orgulho de ser gaúcho e não deixar que refaçam a história em prol de interesses alheios a nós.

Defender o estado é reconhecer sim que tivemos coisas que não nos orgulhamos e usar isso para sermos uma população melhor, um ser humano melhor.

No final do século 19, Júlio de Castilhos começou um movimento apoiando a centralização do poder em uma figura central, mandou matar quem se opôs e o que ocorreu após isso foi um dos episódios mais sangrentos de nossa história. Os maragatos queriam mais Rio Grande, os chimangos mais Brasil e hoje temos chimangos de um lado político, mas, temos chimangos do outro lado também e a população que defende o Rio Grande, que diz apoiar nossa cultura está do lado de quem quer acabar com ela.

Chegamos mais uma eleição e com convicção afirmo, que não temos nem um candidato que realmente é gaúcho, podemos ter Rio-Grandenses que se vestem de gaúcho, mas, o Gaúcho de fato não está sendo defendido, o ser que se orgulha do passado guerreiro, que se levantou contra o império está sendo plenamente desrespeitado por estes políticos que usam a cultura em setembro, para atacá-la já em novembro.

O que diria hoje, Gumercindo Saraiva, Silveira Martins e Assis Brasil, vendo compatriotas gaúchos lutando pela centralização do poder, ainda está em tempo de abrir os olhos e não levarmos ao poder mais um Júlio de Castilhos ou Borges de Medeiros, antes que seja tarde e matem de vez nossa cultura.

Estuda nossa história, se atente nos posicionamentos e defesas de antigamente e verás a guinada para o precipício da nulidade histórica cultura e fim de uma identidade que foi construída até hoje.