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sábado, 3 de janeiro de 2026

Posicionamento da musical regional em 2025

 Como já é de costume, todo encerramento de semestre e de ano fizemos uma análise da nossa musica regional pelo site Connectmix, para ver o desempenho no primeiro semestre, clique AQUI.

A cada virada de ano, fizemos a comparação com o mês anterior e uma breve análise.

Região Sul – Rádios Comerciais

Sem artistas regionais no Top 20.

Primeira que aparece: 39º Data Especial – Corpo e Alma e Marcos & Belutti


Região Sul – Rádios Comunitárias

5º lugar: Amor Infinito – Céu e Cantos

17º lugar: Saudade da Ex – Céu e Cantos e Brilha Som


Rio Grande do Sul – Rádios Comerciais

8º lugar: Data Especial – Corpo e Alma e Marcos & Belutti

16º lugar: Esperando Na Janela – Brilha Som


Rio Grande do Sul – Rádios Comunitárias

2º lugar: Amor Infinito – Céu e Cantos

6º lugar: Me Diz – Brilha Som e Corpo e Alma

7º lugar: Apartamento 104 – Grupo Festerê e Cleiton Borges

9º lugar: Saudade da Ex – Céu e Cantos e Brilha Som

19ºlugar: Data Especial – Corpo e Alma e Marcos & Belutti

20º lugar: Uma Só Lajota - Cleiton Borges


Santa Catarina – Rádios Comerciais

Sem artistas regionais no Top 20.

Primeira que aparece: 60º Data Especial – Corpo e Alma e Marcos & Belutti


Santa Catarina – Rádios Comunitárias

1º lugar: Amor Infinito – Céu e Cantos

12º lugar: Amada Que Mora Longe – Céu e Cantos


Paraná – Rádios Comerciais

Sem artistas regionais no Top 100.


Paraná – Rádios Comunitárias

Sem artistas regionais no Top 20.

Primeira que aparece: 40º Amor Infinito – Céu e Cantos

Comparando aos números de 2024 AQUI no seguimento Região Sul comercial, Corpo e Alma segue como destaque, fora do top 20, mas, na mesma posição com outra música. Já na Região Sul comunitária, nossa música perdeu força, caindo de 5 para 2 músicas no top 20.

Já por estado, o RS se destaca como berço e popularidade da música regional e das bandas de bailão, inclusive aumentando de 1 para 2, no seguimento comercial, porém, caiu de 8 para 6 no comunitário.

Em SC, no comercial não temos top 20, mas, a melhor posicionada melhorou no ranking de 93º para 60º e no comunitário caiu de 3 para 2.

Já o PR, não está representando o bailão, em ambos os seguimentos não temos artistas no top 20 e no comercial nem no top 100, o comunitário caiu a melhor colocada de 23º para 40º, será que devemos desconsiderar ano que vem? Amigos paranaenses, colaborem com a música regional.

Nos acompanhe e deixe sua opinião nos comentários

sábado, 19 de julho de 2025

Musica regional, como foi nosso primeiro semestre

Buenas, gauchada! Entramos no segundo semestre de 2025 e chegou a hora de revisarmos como anda a presença da música regional gaúcha nas rádios do Sul do Brasil. Será que ainda temos espaço nas paradas ou estamos sumindo? Já fizemos análises de períodos anteriores, AQUI.  Com base nos dados atualizados do site Connectmix, que monitora as músicas mais tocadas no país, trazemos uma análise detalhada do cenário atual — separando por rádios comerciais e comunitárias, estado por estado: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O resultado acende um alerta: a música gaúcha tradicional segue perdendo espaço, sendo ofuscada pelo domínio da música sertaneja nas rádios comerciais e sustentada quase que exclusivamente pelas bandas de bailão nas rádios comunitárias. Nomes como Céu e Cantos, Brilha Som, Corpo e Alma e Grupo Festerê ainda resistem, mas os números mostram uma queda acentuada da representatividade regional nas ondas do rádio. Essa tendência não é de hoje — desde 2023 percebemos a redução do alcance das nossas músicas de raiz, um reflexo direto da normalização cultural imposta pelo mercado nacional. E isso é grave: o sumiço da nossa música é o sumiço de quem somos como povo.

Com base nos dados atualizados do site Connectmix, que monitora as músicas mais tocadas no país, trazemos uma análise detalhada do cenário atual — separando por rádios comerciais e comunitárias, estado por estado: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Destaques do Monitoramento Musical de 2025

Região Sul – Rádios Comerciais

Sem artistas regionais no Top 15.

Região Sul – Rádios Comunitárias

1º lugar: Amor Infinito – Céu e Cantos

6º lugar: Saudade da Ex – Céu e Cantos e Brilha Som

Rio Grande do Sul – Rádios Comerciais

11º lugar: Data Especial – Corpo e Alma e Marcos & Belutti

13º lugar: Namoro ou Sacanagem – Modello

Rio Grande do Sul – Rádios Comunitárias

2º lugar: Amor Infinito – Céu e Cantos

5º lugar: Me Diz – Brilha Som e Corpo e Alma

6º lugar: Saudade da Ex – Céu e Cantos e Brilha Som

14º lugar: Apartamento 104 – Grupo Festerê e Cleiton Borges

Santa Catarina – Rádios Comerciais

Sem artistas regionais no Top 15.

Santa Catarina – Rádios Comunitárias

1º lugar: Amor Infinito – Céu e Cantos

9º lugar: Saudade da Ex – Céu e Cantos e Brilha Som

Paraná – Rádios Comunitárias

11º lugar: Amor Infinito – Céu e Cantos

O Encolhimento da Música Gaúcha nas Rádios

Este ano notamos uma redução significativa dos sucessos regionais nas rádios do Sul. A música tradicional gaúcha praticamente desapareceu dos rankings comerciais, restando apenas a força do bailão como resistência musical.

Nas rádios comerciais, o sertanejo de apelo nacional domina, e não é difícil entender o motivo: questões financeiras e interesses do mercado influenciam diretamente na programação das rádios, que priorizam artistas com maior investimento em mídia.

Já nas rádios comunitárias, a situação é um pouco mais favorável — ainda temos nomes como Céu e Cantos, Brilha Som e Corpo e Alma entre os mais tocados, mas com uma queda notável em relação a anos anteriores:

Região Sul - Comunitárias: redução de 4 para 2 músicas regionais no ranking.

RS - Comunitárias: queda de 6 para 4 músicas no top 15.

SC - Comunitárias: de 3 para apenas 2 músicas regionais no ranking.

PR - Comunitárias: única surpresa positiva foi Céu e Cantos aparecendo no ranking, o que não ocorreu no ano passado.

Alerta Cultural: A Perda da Identidade Musical

Essa redução vem acontecendo desde 2023, acendendo um alerta sério para quem se importa com a preservação da cultura gaúcha. O enfraquecimento da música regional nos meios populares de comunicação reflete a normalização cultural com o resto do país — o famoso brasileirismo que vai apagando nossas cores e sons.

❝O Bailão não é tradicionalismo, mas é regional. É nosso.❞

Muita gente torce o nariz pro bailão, mas a verdade é que essas bandas nasceram aqui, em cidades do interior do RS e SC, inovaram no ritmo, levaram a dança e a alegria pra bailes de salão e ainda sustentam a presença do sul nas paradas musicais. Infelizmente nosso povo não aceita o sucesso regional, sempre fala em querendo se aparecer ou com frescura. 

Infelizmente, não há apoio das grandes correntes de cultura tradicionalista. Essas bandas não são ensinadas nas escolas, nem valorizadas nos CTGs. A identidade do gaúcho de interior, com seus causos e sua simplicidade, é tratada como algo menor — quando, na verdade, é o que temos de mais autêntico.

Somos gaúchos, somos do pampa. Mas muitos preferem vangloriar suas origens europeias do que valorizar o que nasceu aqui, nesse chão. O mesmo gaúcho que exalta o Velho Mundo, o Tio Sam e o Brasileirismo, é o que despreza o bailão, que também carrega herança germânica, italiana e missioneira.

É hora de rever nosso papel como defensores da cultura sulista. Precisamos consumir, apoiar e divulgar nossa música, pra que ela siga viva nos rádios, nos palcos e no coração do povo.


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