Uma da primeiras colunas do blog foi esta, Uma Breve Charla. Charla, para quem não conhece é conversa, informal entre amigos. A palavra veio do espanhol (do verbo charlar, que significa conversar), devido à proximidade geográfica e cultural com os países vizinhos hispanofalantes. Aqui já vamos de encontro ao tema de hoje.
O avanço dos nossos "hermanos" argentinos na copa do mundo trouxe a tona um assunto que transcende o futebol e parte para o cultural, inclusive, ao ponto de se transformar em ofensas a honra de pessoas que não às conhece. Não queremos defender ninguém aqui, mas, sempre fui contra rotulagens, pois, ainda somos rotulados aqui no Rio Grande do Sul e são bem ruins que todos conhecem.
A questão que trago aqui, onde um grupo grande de pessoas acusa um país de racista e admite "torcer" a favor de outro igual, vide casos do jogador do Brasil Vinícius Júnior sofrido no país que ele joga, por torcedores do time da mesma cidade que ele mora e este país qual é? ESPANHA. Pera aí, o racismo na Espanha é bom e na Argentina não? Que eu saiba o racismo é uma coisa nojenta em qualquer lugar do mundo.
Então, no momento que tu escolhe tomar um partido e teu partido é o ativismo, tens que manter teus princípios e neste caso específico, é a neutralidade. Inclusive se formos levar ao pé da letra, podemos considerar poucas nações para se torcer e juntamente nesta ótica que temos que tomar partido pelas coisas boas que o país que tu escolheu vai te proporcionar.
Se tu usar o mesmo argumento de não torcer para a Argentina por que lá tem racistas (e esse contexto lá é bem complexo), não torça para Espanha que fez o que citei acima, nem para a França que sua população diz que não são franceses na hora da derrota, a Inglaterra tem restrições à imigrantes, os países árabes do oriente médios e as nações africanas muçulmanas mantém várias restrições ás mulheres, os EUA nem se fala, eles se incomodam com tudo que está fora de seus domínios e por fim o Brasil, que é uma nação que não respeita os negros, mulheres, lgbt's, idosos e nem crianças.
Fica ainda mais constrangedor, quando algum Rio-Grandense que se diz Gaúcho cita o absurdo de dizer que não torce para a Argentina por que são racistas, a origem de nossa cultura tem a mesma base da cultura Argentina e Uruguaia e certamente em ambos os países tem determinado tipo de gente que não vale a pena citar, porém, como tudo na vida não devemos generalizar nada.
O preconceito existe, estrutural na Argentina com certeza, como citei, lá é bem mais complexo e um caso a ser estudado, pois, a origem é a mesma do Gaúcho das banda de cá, com traços e genética indígena, europeia espanhola e africana, porém, lá a política de clarear a população para parecer europeia partiu de políticas de governo e de muito tempo, inclusive com a finalidade de acabar com os traços africanos de sua população. A conclusão que chegamos com isso é de que o racismo é sim evidente na Argentina, que não devemos generalizar o povo em geral e sua cultura e também não esquecer dos absurdos que acontecem do lado de cá, tanto questões raciais, étnicas e de gênero, e aí vem a copa mais demagoga de todos os tempo e aflora demagogos em tudo que é canto, inclusive meus compatriotas Gaúchos.
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